Silvio Rodríguez - La gota de rocio
Definitivamente esta é daquelas que são simplesmente ternas... Porque, às vezes, precisamos ouvir algo que passe apenas ternura.
*destaque para o que quer que seja que fazem a guiza de percursão*
Do intenso, do eterno e do terno, do que realmente importa, do que provoca e estimula, do que exige e transporta, do que conforta e perpetua
Definitivamente esta é daquelas que são simplesmente ternas... Porque, às vezes, precisamos ouvir algo que passe apenas ternura.
*destaque para o que quer que seja que fazem a guiza de percursão*
DEL SUEÑO A LA POESÍA
Silvio Rodríguez (Cuba)
Un mundo de contrahechos
se esparce en la cartulina,
bordado con punta fina
como los pelos del pecho.
País en que los deshechos
son amados todavía,
es la comarca sombría
donde la luz se perdona,
porque allí van las personas
del sueño a la poesía.
En un sofá diminuto
posa minúscula gente.
Unos sonríen al lente,
otros cuentan los minutos.
Bichejos de rostro enjuto
se asoman a celosías
y carroñeras arpías
prestan garras al retablo,
mientras hace redonda el diablo
del sueño a la poesía.
Un pavorreal se pasea
por un desván en penumbras
y a su paso, que deslumbra,
la oscuridad se voltea.
¿Qué transformó pluma en tea
de apariciones umbrías?
¿Qué pasión, qué melodía
tocó el corazón humano
para conducir la mano
del sueño a la poesía?
VIDA Y OTRAS CUESTIONES
Silvio Rodríguez (Cuba)
Quem levanta as pedras que logo
São tetos de histórias distintas
Quem constrói calçadas que enlaçam
As ilhas e os continentes
Quem soltou as aves que pousam
Em mundos distantes
Quem vertebrou
Os sons que prenham minhas mãos
Quanta faina invisível sob o Sol
Quem irá comigo
quem foi feliz, quem perdeu
Sozinho e sem filhos
Depois de quantos sou eu
Vida e outras questões
Acaso a ronda de nunca e de sempre
Será que compreendo o que sonho
As sombras que dão vida ao mundo latente
Seja a justiça posposta
A soma que falta ao diferente
Ou será uma febre de anjos
Contraída acidentalmente
Onde cresço
Em que leito pus meu amor
Que vidro se rompeu no vendaval
De uma canção
Vida e outras questões
Acaso meu vício mais velho e recente
Será que vivo em país, latitude e universo
OU será comumente
Hoje perdi outro cachorro
Desta vez de um infarto massivo
Como saberá
A cerveja que o coveiro
beberá
Quando acabar de me enterrar.
Sim, sim...
Dezembro chegou, e eu realmente gostaria de passar o mês inteiro
falando de Natal, ano novo e coisinhas assim... Acho que é importante
isso.
HHoje, primeiro dia, deixo a tradu de uma música do Sílvio Rodríguez
(oh, que surpresa!) chamada "canción de Navidad", ou canção de Natal,
como bem lhes praza.
Canção de Natal
( Silvio Rodríguez )
O fim de ano cheira a compras
agradecimentos e postais
Com votos de renovação.
E eu que sei do outro mundo
Que pde passagem nos portais
Me pego fazendo uma canção.
Todos estão de acordo
Maravilhosamente tudo
Parece inclinado a celebrar.
Uns festejam seus milhões
Outros a roupinha limpa
E há quem não saiba o que é brindar.
Minha canção não é do céu
As estrelas, a lua
Porque a ti eu a entrego
Que não possuis nenhuma.
Minha canção não é apenas
De quem possa escutá-la
Porque às vezes o surdo
Tem mais condições de amá-la.
Ter não implica maldade
E não ter tampouco é prova
De que o acompanhe a virtude.
Contudo o que nasce bem aquinhoado
Em buscar o que deseja
Não tem que gastar a saúde.
Por isso canto a quem não ouve
A quem não me deixam ouvir
A quem jamais me ouviu
A quem, em sua cotidiana luta
Me dá razões para amá-lo
Àquele que ninguém jamais cantou.
(1988)
Fonte:
http://www.cancioneros.com/nc/185/0/cancion-de-navidad-silvio-rodriguez
No meu fraco entender, isso é música de amor; o resto, muito do resto, é
lantejoula.
Segue..
Te amaré
(Laura Pausini e Miguel Bose) - com preguiça de xecar a ortografia do
nome deles, so sorry a algum improvável leitor
Com a paz das montanhas te amarei
Com loucura e equilíbrio te amarei
com a raiva de meus anos
Como me ensinaste a fazer
Como um grito em carne viva
te amarei.
Em silêncio e em segredo, te amarei
Arriscando no proibido, te amarei
No errado e no certo
Com o coração aberto
Por ser algo imperfeito
Te amarei
Te amarei, te amarei
Como não está permitido
te amarei, te amarei
como nunca ninguém soube
Por que assim hei decidido: te amarei.
Por te dar algum crédito, te direi
que ainda que tenhas mãos frias, te amarei
com tu ortografia ruim
e tua dificuldade de perder
com defeitos e manias, te amarei
te amarei, te amarei
porque foste algo importante
te amarei, te amarei
quando já não estiver presente.
Apesar de todo o sempre
Te amarei.
Ao cair de cada noite esperarei
para que sejas lua cheia e te amarei
e apesar de muitos gestos
em sinal do que foi
seguirás aqui bem dentro e
e te amarei
te amarei, te amarei
por força de lembrança
te amarei, te amarei
até o último momento
Seguirás bem aqui dentro
te amarei
E apesar de todo o sempre
te amarei
Podia escrever mil tolices sobre um estado pessoal que de concreto,
só tem a própria confusão. Mas vamos lá, eu não mereço, além de sentir,
escrever sobre isso. Então, toca traduzir.
O problema
( Silvio Rodrìguez)
O problema não é
Se buscas ou não mais problemas
O problema não é
Ser capaz de recomeçar
O problema não é
Viver demonstrando
A quem te exige
E anda mendigando
O problema não é
Repetir o ontem
Como fórmula para salvar-se.
O problema não é brincar de se dar
O problema não é de ocasião
O problema, senhor
Continua sendo semear amor.
O problema não é
De quem veio ou se foi e vice-versa
O problema não é
Dos garotos que ostentam pais
O problema não é
De quem faz as tuas contas e reconta
E a seu bolso entrega o que resta
O problema não é da moda mundial
Nem de que haja tão má memória
O problema não está na glória
Nem em que falte tesão e suor
O problema, senhor
Continua sendo semear amor
O problema não é
Despenhar-se em abismos de insônia
Porque hoje não veio
O futuro sangrado de ontem
O problema não é
Que o tempo sentencie extravio
Quando há juventudes
Sonhando desvios
O problema não é
Dar um basta à dor
E fazer lenha com tudo e a palma
O problema vital é a alma
O problema é de ressurreição
O problema, senhor
Será sempre semear amor.
EL PROBLEMA
El problema no es
si te buscas o no más problemas
El problema no es
ser capaz de volver a empezar
El problema no es
vivir demostrando
a uno que te exige
y anda mendigando
El problema no es
repetir el ayer
como fórmula para salvarse.
El problema no es jugar a darse
El problema no es de ocasión
El problema señor
sigue siendo sembrar amor.
El problema no es
de quien vino y se fue o viceversa
El problema no es
de los niños que ostentan papás
El problema no es
de quien saca cuenta y recuenta
y a su bolsillo suma lo que resta
El problema no es de la moda mundial
ni de que haya tan mala memoria
El problema no queda en la gloria
ni en que falten tesón y sudor
El problema señor
sigue siendo sembrar amor
El problema no es
despeñarse en abismos de ensueño
porque hoy no llegó
al futuro sangrado de ayer
El problema no es
que el tiempo sentencie extravío
cuando hay juventudes
soñando desvíos
El problema no es
darle un hacha al dolor
y hacer leña con todo y la palma
El problema vital es el alma
El problema es de resurrección
El problema señor
será siempre sembrar amor.
Hoje confesso que me sinto emocionalmente "pelos cabelos". Podia
escrever uma entrada enorme sobre minhas desventuras, mas isso só me
afundaria em um estado do qual urge sair.
Então, uma tradução, pra distrair quem por acaso passe por aqui e
para me salvar do vitimismo compulsório:
Ode a minha geração
(Silvio Rodrìguez)
Aos vinte e sete dias de maio do ano setenta
Um homem alça-se sobre suas derrotas
Pede a palavra, momentos antes de enlouquecer.
Não é um homem; é um malabarista de uma geração.
Não é um homem, é talvez um objeto da diverção
Um brinquedo comum da história
Com um monograma que diz "bufão".
Esse homem sou eu.
Contudo devo dizer que me coube nascer no passado
E que não voltarei.
É por isso que um dia me vi no presente
Com um pé além, onde vive a morte
E o outro pé suspenso no ar, buscando um lugar
Reclamando terra de futuro onde descansar
Assim estamos eu e meus irmãos
Com um precipício no equilíbrio
E com olhos de vidro.
Agora quero falar de poetas
De poetas mortos, de poetas vivos
De tantos garotos filhos desta festa
E da tortura de serem eles mesmos
Porque há que dizer que há quem morra
Sobre seu papel
Porque viver a vida integralmente tem que doer.
Nossa vida é tão alta, tão alta,
Que para tocá-la quase se tem que morrer
Para sobreviver.
Eu não renego o que me cabe,
Eu não me arrependo, pois não tenho culpa
Contudo queria poder ser julgado
por Toda a morte atrás, no passado,
Ou por toda vida no porvir
Que não posso alcansar
E com isso não quero dizer que me ponho a chorar
Sei que é preciso seguir navegando
Sigam exigindo de mim cada vez mais
Até que possa seguir ou rebentar.
Oda a mi generación de Silvio Rodriguez:
A los veintisiete días de mayo del año setenta
un hombre se sube sobre sus derrotas,
pide la palabra momentos antes de volverse loco.
No es un hombre, es un malabarista de una generación.
No es un hombre, es quizás un objeto de la diversión,
un juguete común de la historia
con un monograma que dice bufón.
Ese hombre soy yo.
Pero debo decir que me tocó nacer en el pasado
y que no volveré.
Es por eso que un día me vi en el presente,
con un pie allá, donde vive la muerte,
y otro pie suspendido en el aire, buscando un lugar,
reclamando tierra de futuro para descansar.
Así estamos yo y mis hermanos,
con un precipicio en el equilibrio
y con ojos de vidrio.
Ahora quiero hablar de poetas,[Letra de Oda a mi generación - Silvio Rodriguez - sitiodeletras.com]
de poetas muertos y poetas vivos,
de tantos muchachos hijos de esta fiesta
y de la tortura de ser ellos mismos,
porque hay que decir que hay quien muere
sobre su papel,
que vivirle a la vida su talla tiene que doler.
Nuestra vida es tan alta, tan alta
que para tocarla casi hay que morir,
para luego vivir.
Yo no reniego de lo que me toca,
yo no me arrepiento pues no tengo culpa,
pero hubiera querido poderme jugar
toda la muerte allá, en el pasado,
o toda la vida en el porvenir
que no puedo alcanzar.
Y con esto no quiero decir que me pongo a llorar.
Sé que hay que seguir navegando,
sigan exigiéndome cada vez más
hasta poder seguir o reventar.
03 de Março de 2009
Silvio...
"suas carícias ainda são poesia Acaricia com todo o universo te
encurrala com cantos como casas te seduz com beijos como praças E te
mata em prazeres como versos." Nesses tempos de reconstrução Nesses
tempos de uma solidão absurda Em que as palavras desapareceram Em que os
laços se entreteceram de poréns Em que a segurança se entreteve em
senões Em que os meus silêncios são mais persistentes que nunca Em que
nem eu me sei Em que eu tento voltar de onde não vim E me dirigir aonde
jamais estive Sem mapas, sem cartas, só com um norte É impressionante
como só as músicas dele me acham Aonde nem eu sabia que estava.
Y MARIANA
(Silvio Rodrìguez)
Sempre tem quem quer ser diferente
Ninguém está satisfeito com o que lhe tocou.
O ancião queria ser um menino
E o menino raspa seus pelinhos em flor.
Os que não têm nada querem algo
Os que têm algo querem ainda mais
Para pretender o mundo é largo
Para conformar-se inventaram o "jamais"
Um senhor queria ser mulher
E uma moça quer ser um senhor
Até Deus sonha que é um poder
E Mariana...
E Mariana quer ser canção.
A tolerância é a paixão dos inquisidores
O bom ladrão queria não ter que roubar
Devem ao silêncio a voz dos rouxinóis
A eternidade não é mais que um truque para continuar
A liberdade só é anseio para quem a lavra
E no proibido brilha, astuta, a tentação
Nascer às vezes mata e ser feliz desgarra
De quem será a culpa quando triunfar o amor?
Confesso que o palavrão está sobrando, mas a letra ainda me toca,
eeee... Intensa, arrojada, justo na tônica das coisas que presentemente
fazem minha cabeça.
EL NECIO
(SIlvio Rodrìguez)
Para não fazer de meu ícone pedaços
Para salvar-me entre únicos e ímpares
Para ceder-me um lugar em seu parnaso
Para dar-me um lugarzinho em seus altares
Vem me convidar a arrepender-me
Vêm me convidar a não me perder
Vêm me convidar a indefinir-me
Vêm me convidar a tanta merda.
Eu não sei o que é o destino
Caminhando fui o que fui
Dou a Deus o que é divino.
Eu vou morrer como vivi
Eu vou morrer como vivi.
Eu quero seguir apostando no perdido
Eu quero ser da esquerda mais que direita
Eu quero fazer um congresso do unido
Eu quero rezar a sério um "filho nosso".
Dirão que saiu de moda a loucura
Dirão que a gente é má e não merece
Mas eu seguirei sonhando travessuras
E casualmente multiplicando pães e peixes.
Dizem que vão me arrastar sobre rochas
Quando a evolução for perdida
Que machucarão minhas mãos e minha boca
Que me arrancarão os olhos e a língua
Será que a nescidade pariu comigo
A nescidade do que hoje é néscio
A nesciedade de assumir ao inimigo
A nesciedade de viver sem ter preço.
Não há como descrever o que aconteceu. Intenso e íntimo demais para
ser relatado, mesmo aqui, onde ninguém provavelmente lerá. Intenso
demais para ser até verbalizado. Mas houve trilha sonora, e cá ela está.
Essa música jamais terá para mim um significado indiferente. Nunca mais.
Amor, sempre, amor, sempre, amor, sempre, amor, sempre. Rios de
lágrima e saudades... E esperanças.
****************
UNICORNIO
Meu unicórnio azul ontem se perdeu
Pastando o deixei e desapareceu
Qualquer informação bem irei pagar
As flores que deixou Não quiseram me falar.
Meu unicórnio azul ontem se perdeu
Não sei se foi embora, ou desapareceu
E eu não tenho mais que um unicórnio azul
Se alguém souber dele
Rogo-lhe informação
Cem mil ou um milhão eu pagarei.
Meu unicórnio azul
Ontem se perdeu
Se foi.
Meu unicórnio e eu fizemos amizade
Um pouco com amor, um pouco com verdade.
Com um corno de anil pescava uma canção
Saber comparti-la era sua vocação.
Meu unicórnio azul ontem se perdeu
E pode parecer talvez uma obsessão
É que não tenho mais que um unicórnio azul
E ainda que tivesse dois
Eu só queria aquele.
Qualquer informação eu pagarei.
Meu unicórnio azul
Ontem se perdeu,
Se foi.
(Silvio Rodrìguez)
UNICORNIO
Mi unicornio azul ayer se me perdió,
pastando lo dejé y desapareció.
Cualquier información bien la voy a pagar.
Las flores que dejó
no me han querido hablar.
Mi unicornio azul ayer se me perdió
no sé si se me fue, no sé si se extravió,
y yo no tengo más que un unicornio azul,
si alguien sabe de él
le ruego información,
cien mil o un millón yo pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.
Mi unicornio y yo hicimos amistad,
un poco con amor, un poco con verdad.
Con un cuerno de añil pescaba una canción,
saberla compartir, era su vocación.
Mi unicornio azul, ayer se me perdió,
y puede parecer acaso una obsesión,
pero no tengo más que un unicornio azul
y aunque tuviera dos
yo sólo quiero aquel.
Cualquier información la pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.
©Template Blogger Writer II by Dicas Blogger.