Frase

"A noção do dever bem cumprido,ainda que todos os homens permaneçam contra nós, é uma luz firme para o dia e abençoado
travesseiro para a noite."
(Os Mensageiros)


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domingo, 29 de agosto de 2010

Tim e Vanessa Aurora

Essa me faz pensar na força que nos agiganta de nós mesmos em objetivos culminados, em redenção e apaziguamento.
Também me faz pensar em parto, em nascimento, renascimento - todas essas coisas lindas


Aurora

Bem vinda, Aurora
A terra sofreu
noites convulsivas
Verteu lágrimas,
rangeu dentes
Mas gestou-se, majestou-se
Num parto regenerativo deu-se à luz
Na Remissão

Bem vinda Aurora
O lobo pasta
junto ao cordeiro
Crianças brincam com a serpente
E os anjos andarilham
Com os homens que volitam
No amor da Promissão

Bem vinda, Alvorada
Artefazendo o belo bom
Entreflorindo olhar
A aliança homem-Deus
Já não é só arco-íris
É comunhão

Bem vindo dia
Bem vinda Luz
Bem vindo dia,
Bem vinda Luz
Bem vinda Aurora,
Bem vinda Luz
Bem vinda Alvorada

Tim e Vanessa


,

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Prece

Mestre,
Peço sua ajuda para conseguir discordar sem perder o respeito
Auxiliar sem julgar
Er o mínimo de boa-vontade com quem não parece ter, nem iniciativa.nem espírito de auto crítica.
Ajudai-me a tratar as pessoas como gostaria de ser tratada.a expor meus pontos de vista sem melindres
E a não me expor desnecessariamente.
Enfim, mestre,. Rogo-te sabedoria....

Assim seja.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Em relação ao Movimento

Não consigo entender. Não sei se eu estive iludida, ou as coisas
sempre foram assim. Muitas vezes, ainda me pergunto se eunão estaria
obsediada - sério! Sei lá, existem obsessões tão sutis! Ou aquelas nas
quais a afinidade entre obsessor e obsediado é tanta, que é quase
impossível se percatar de alguma coisa...
Mas eu vejo eventos relacionados à doutrina e parece que estou em
uma serimônia ritualística. Tudo sem cor, sem vida, sem brilho, sem
vontade, sem alegria, sem ternura.
Eu realmente entendo que a sobriedade e a austeridade sejam
caracteres de equilíbrio e maturidade, mas nenhuma dessas virtudes de
constitui numa rigidez, numa falta de vida, numa falta de alegria e de
calor humano.
Cada vez eu sinto menos o "cheiro do Cristo" dentro do Movimento
Espírita. Todos não podem ter mudado de repente e eu ser a única livre
das alterações! Isso é absurdo! Mas, na mesma proporção em que as idéias
espíritas me tocam, acolhem e dulcificam, a vivência espírita dentro do
Movimento Espírita só me dão vontade de ir embora.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Vale a pena postar

Existir não é viajar da zona de infância, com escalas pela juventude, madureza e velhice, até ao porto da morte; é participar
da Criação pelo sentimento e pelo
raciocínio, é ser alguém e alguma coisa no concerto do Universo.


(Emmanuel)

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Porta Estreita

" Quando estiveres na "porta estreita", dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos.
Não te compreenderiam; no entanto, não
deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito."

(Caminho, verdade e Vida)

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domingo, 31 de janeiro de 2010

A caminho...

Em dias como hoje, em que eu me imponho a mim e mal sei como dar o
próximo passo, isso calha como música.



A CONDUTA CRISTÃ

Ibraim ben Azor, o cameleiro, entrou na residência acanhada de Simão e, à frente do Cristo, que o fitava de olhos translúcidos, pediu instruções da Boa-Nova, ao
que Jesus respondeu com a doçura habitual, tecendo considerações preciosas e simples, em torno do Reino de Deus no coração dos homens. Mestre perguntou Ibraim,
desejando conhecer as normas evangélicas , na hipótese de aceitar a nova revelação, como me comportarei. perante as criaturas de má-fé? Perdoarás e trabalharás
sempre, fazendo quanto possível para que se coloquem no nível de tua compreensão, desculpando-as e amparando-as, infinitamente. E se me cercarem todos os dias?
Continuarás perdoando e trabalhando a benefício delas. Mestre invocou Ibraim, admirado , a calúnia é um braseiro a requeimar-nos o coração... Admitamos que
tais pessoas me vergastem com frases cruéis e apontamentos injustos... Como proceder quando me enlamearem o caminho, atirando-me flechas incendiadas?

Perdoarás e trabalharás sem descanso, possibilitando a renovação do pensamento que a teu respeito fazem. E se me ferirem? Se a violência sujeitar-me à poeira
e a traição golpear-me pelas costas? Se meu sangue correr, em louvor da perversidade? Perdoarás e trabalharás, curando as próprias chagas, com a disposição de
servir, invariavelmente, na certeza de que as leis do Justo Juiz se cumprirão sem prejuízo dum ceitil. Senhor clamou o consulente desapontado , e se a pesada
mão dos ignorantes ameaçar-me a casa? se a maldade perseguir-me a família, dilacerando os meus nos interesses mais caros? Perdoarás e trabalharás a fim de que
a normalidade se reajuste sem ódios, compreendendo que há milhões de seres na Terra fustigados por aflições maiores que a tua, cabendo-nos a obrigação de auxiliar,
não somente os que se fazem detentores do nosso bem-querer, mas também a todos os irmãos em Humanidade que o Pai nos recomenda amar e ajudar, incessantemente. Ibraim,
assombrado, indagou, de novo :

Senhor, e se me prenderem por homicida e ladrão, sem que eu tenha culpa? Perdoarás e trabalharás, agindo sempre segundo as sugestões do bem, convencido de que
o homem pode encarcerar o corpo, mas nunca algemará a idéia pura, nobre e livre. Mestre prosseguiu o cameleiro, intrigado , e se me prostrarem no leito? Se
me crivarem de úlceras, impossibilitando-me qualquer ação? Como trabalhar de braços imobilizados, quando nos resta apenas o direito de chorar? Perdoarás e trabalharás
com o sorriso da paciência fiel, cultivando a oração e o entendimento no espírito edificado, confiando na Proteção do Pai Celestial que envia socorro e alimento
aos próprios vermes anônimos do mundo. Mestre, e se, por fim, me matarem? se depois de todos os sacrifícios aparecer a morte por estrada inevitável? Demandarás
o túmulo, perdoando e trabalhando na ação gloriosa, em benefício de todos, conservando a paz sublime da consciência. Entre estupefato e aflito, Ibraim voltou a indagar
depois de alguns instantes: Senhor, e se eu conseguir tolerar os ignorantes e os maus, ajudando-os e recebendo-lhes os insultos como benefícios, oferecendo a luz
pela sombra e o bem pelo mal, se encarar, com serenidade, os golpes arremessados contra os meus, se receber feridas e sarcasmos sem reclamação e se aceitar a própria
morte, guardando sincera compaixão por meus algozes? Que lugar destacado me caberá, diante da grandeza divina? que título honroso exibirei? Jesus, sem alterar-se,
considerou : Depois de todos os nossos deveres integralmente cumpridos, não passamos de meros servidores, à face do Pai, a quem pertence o Universo, desde o grão
de areia às estrelas.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Do muito ou do pouco a dar

Não tenho a quem culpar que não seja eu mesma por minhas mazelas,
dificuldades recorrentes de amar e progredir na humildade construtiva.
Hoje posso dizer, sem medo de parecer dramática ou ridícula, que eu sou
a maior adversária de mim mesma e aprincipal agravadora das penas que
a mim, como a todos, são naturais.
Nessa esteira, a maternidade é búçola sagrada a me orientar o
caminho, é a estrada santificante que, ao tempo em que me absorve, me
absolve de mim mesma, norteia meus passos, revisa e revisa minha lista de
prioridades emocionais, enxugando, vez à vez, todas as inutilidades.
O compromisso maternal, portanto, nunca me pesou; pelo contrário...
Fortalece-me e alcança-me e protege-me em recessos nos quais,
anteriormente, estava eu isolada, acompanhada apenas por meus demônios e
por minha fé claudicante.
E diante de momentos nos quais os meus defeitos parecem me condenar
ao fracasso moral, a lembrança dos meus pequenos me colhe com toda
força.
Lembro-lhes os gestos, as vidas tenras desabrochando, a
necessidade de dar o melhor de mim para eles, não obstante às dores, não
obstante minha própria fraqueza que, por vezes, de tão avassaladora,
quase me paralisa.,
Paralelo a tudo isso, vem a minha lembrança o quadro de uma mãe
descrita em uma das obras de André Luís. Acuada pelas próprias dores,
desesperada, desiludida e sozinha, Aracélia constrangeu-se ao suicídio.
Anos mais tarde, sua filha, exposta a provas amaríssimas, evoca, no
clímax do desespero, o auxílio materno. Ela responde, naturalmente e,,
entretanto, naquele momento, tem nas mãos vazias apenas a letra de uma
canção. Após ofertá-la, como único tesouro que poderia oferecer, ela
desculpa-se, em pranto copioso, por mais nada ter a oferecer à própria
filha, em transe tão doloroso.
É por isso que, dia após dia, só rogo a Deus forças para seguir com
os propósitos que me direcionam; peço-lhe saúde para que meu vaso físico
cumpra com tudo isso; peço, sobretudo forças morais, para não sucumbir a
mim mesma e, assim, chegar a não ter com o que acudir meus filhos, em
seus momentos de desespero, aprendizado e dor.

Que Deus nos ampare.

****

Embora sem elucidações prévias, não nos era lícito alimentar qualquer dúvida. Aquela, era a
jovem do retrato que Marita conservava, em imagem, nas telas do pensamento. Aracélia, amparada
pela doce afeição de venerável amiga, ali estava, diante de nós! Mãe amorosa, vinha talvez
de muito longe para acudir às angústias da filha''' Enternecendo-nos, a pobre mãe ajoelhou-se
para beijar-lhe os cabelos''' E, oh! segredos insondáveis da Providência Divina!''' Quem
conseguirá definir com palavras humanas a essência do amor que Deus situou nas entranhas
maternas?!''' A dama inclinou-se, muito de manso, e abraçou-a, com ternura, à maneira de planta
que se fechasse sobre a única flor que lhe nascera'''
A castigada menina acalmou-se de súbito. Adivinhando a visita pela qual suspirava, alijou a
tensão, percebendo-se mentalmente ocupada pela presença da genitora, cujos traços tentava,
afetuosa, lembrar e reconstituir.
Outro quadro, entretanto, superpôs-se, comovedor.
Aracélia, que orava e chorava em profundo silêncio, buscava em pensamento outra mulher, cuja
evocação lhe renovava as energias.
A mãe desencarnada via-se pequenina, junto da lavadeira singela que a trouxera, na
reencarnação última, para o teatro da vida humana. Identificava-se criança, agarrada à saia
daquela moça doente, que mergulhava as pernas no rio para ganhar o pão''' Tão fundo atingia a
acústica da memória, que chegava a escutar o ruído daquelas mãos miúdas, esfregando as peças
ensaboadas''' Recolhia-lhe, de novo, o olhar meigo, em que lhe pedia paciência''' Calada, na
areia, por vezes esperava, esperava, depois que a mãezinha lhe repunha o corpo frágil, à curta
distância, a fim de atender ao serviço''' E rememorava o enlevo e o júbilo que sentia, quando
os braços maternos a retomavam, para fazê-la dormir, ao som do velho estribilho, a que se
acostumara no lar de telha vã'''
De olhos parados, como se buscasse, além, no espaço infinito, o colo agasalhante que o tempo
arrebatara, assumiu nova posição, colocando a cabeça da jovem no próprio regaço e, emocionando-se
até às lágrimas, qual se tivesse nos lábios aqueles lábios de mãe, humilde e enferma, que jamais
esqueceria, Aracélia, em pranto resignado, cantou suavemente diante de nós:

Lindo anjo de meus passos,ã
Descansa, meu doce bem;ã
Dorme, dorme nos meus braços,ã
Enquanto a noite não vem.ã
dorme, filhinha querida,ã
Não chores, encanto meu;ã
Dorme, dorme, minha vida,ã
Tesouro que Deus me deu'''ãã

Qual se fora repentinamente magnetizada, Marita caiu em pesado sono.
Isso feito, a senhora, que tutelava a companheira, atraiu-a brandamente de encontro ao peito,
no manifesto propósito de consolá-la e, segurando-a, falou-nos triste:
-- Irmãos, nossa Aracélia ainda não está em condições de amparar a filha.
E, ajuntou, entre gentil e desapontada:
-- Perdoem-nos a interferência. Nós, as mães, em certas dificuldades, nada mais temos que
alguma velha canção para dar aos nossos filhos!'''
Em seguida, retirou-se sustendo Aracélia, que se lhe refugiara nos braços, soluçando'''

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Educação no lar

EDUCAÇÃO NO LAR

"Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai." - Jesus. (JOÃO, capítulo 8, versículo 38.)

Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a
pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação
do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.
Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente
justo. Meios corrompidos significam maus
pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra
a desordem ameaçadora. A tarefa doméstica
nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que
desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores
da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade.
Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos abstrusos que envenenam a alma.
Só um espírito que haja compreendido a paternidade
de Deus, acima de tudo, consegue escapar à lei pela qual os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos.
Ouçamos a palavra do Cristo e, se tendes filhos na Terra, guardai a declaração do Mestre, como advertência.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Reflexões a granel

Ontem eu estava muito espiritualizada, ainda mais que o normal.
Para começar, na iminência de fazer uma laparoscopia, fiquei
pensando no meu corpo, quando estava tomando banho. De verdade, de
repente, fiquei muito grata por ter o corpo que tenho - nem bonito
demais, para não atrair atenções indesejáveis ou tentações
desnecessárias ao meu ego, - nem feio demais, para não assustar nem
constranger às outras pessoas.
No geral, ele sempre funcionou muito bem. Todas as suas falhas - a
da vista que não funciona, só para começar - vieram, ou para meu bem, ou
por minha responsabilidade.
Por um quarto de séculos, nós estivemos sempre juntos, meu corpo e
eu. E então, em 2010, teremos nosso "primeiro corte".
Fiquei pensando em como provavelmente eu nasci, lisinha e sem
marcas, como nasceram, agora, meus filhos. E agora, porém, já posso
contar as cicatrizes - três na perna, só para começar.
Agora, então, teremos nossa primeira... Bem, digamos, nossa primeira
perda, por assim dizer. E, sim, ontem eu me despedi da minha vesícula.
Agradeci por ela ter funcionado tão bem, a ponto de eu só lembrar que
ela existia, quando começou a me causar dores. Agradeci seu trabalho,
silencioso, humilde e diário, e a abençoei, do fundo do meu coração: que
a matéria que a compôs possa, brevemente ser reconstituída, e fazer
parte de outra coisa que possa ser útil.
Eu sei que isso pode parecer triviagem para a maior parte das
pessoas. Nós, comumente, fomos treinados a pensar que nós e nosso corpo
somos um, ou, na melhor das hipóteses, pensar que nosso corpo é um meio
de conquistar o que queremos - atenção, aprovação, coisas assim.
Raramente pensamos nele como um veículo, como um instrumento provisório
e perecível para que realizemos algo mais na Terra além de sobreviver e
usufruir de prazer em vários graus.
Lembro de mim no começo de toda essa história de vesícula. Eu sabia
que devia maneirar com as gorduras, mas na época eu estava simplesmente
viciada em comer bolacha de água e sal com margarina. Ficar sem a
bolacha de água e sal com margarina era um verdadeiro suplício gustativo
para mim, pelo que eu sempre furava com a dieta e colocava margarina no
alimento que deveria estar totalmente seco. Depois vinha a dor e eu
pensava: puxa, Jô, por um simples capricho você sobrecarrega sua
vesícula e ainda se impõe uma dor desnecessária!...
Foi gostoso e estranho pensar no meu próprio corpo dessa maneira.
São coisinhas como esta que mudam nosso olhar para a vida, que modificam
nossa maneira de relacionar conosco, com a vida e com os demais.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um Homem chamado Jesus

Um Homem chamado Jesus

Certa vez, um Espírito Sublime deixou as estrelas, revestiu-Se de um
corpo humano e veio habitar entre os homens.
Porque fosse um exímio artista plástico, habituado a modelar as
formas celestes, compondo astros e globos planetários, tomou da
madeira bruta e deu-lhe formas úteis.
Durante anos, de Suas mãos brotaram mesas e bancos, onde amigos e
irmãos se assentavam para repartir o pão.
Para receber os seus corpos cansados, ao final do dia, Ele preparou
camas confortáveis e, porque amasse a todos os seres viventes, não
esqueceu de providenciar cochos e manjedouras onde os animais
pudessem vencer a fome.
Porque fosse artista de outras artes, certo dia deixou as ferramentas
com que moldava a madeira, e partiu pelas estradas poeirentas.
Tomou do alaúde natural de um lago, em Genesaré, e ali teceu as
mais belas canções.
Seu canto atraía crianças, velhos e moços. Vinham de todas as
bandas.
A entonação de Sua voz calava o choro dos bebês e as dores
arrefeciam nos corações das viúvas e dos desamparados.
As harmonias que compunha tinham o condão de secar lágrimas e
sensibilizar corações endurecidos.
Como soubesse compor poemas de rara beleza, subiu a um monte e
derramou versos de bem-aventuranças, que enalteciam a misericórdia,
a justiça e o perdão.
Porque Sua sensibilidade Se compadecia das dores da multidão,
multiplicou pães e peixes, saciando-lhe a fome física.
Delicado na postura, gentil no falar, por onde passava deixava
impregnado o perfume de Sua presença.
Possuía tanto amor que o exalava de Si aos que O rodeassem. Uma
pobre mulher enferma tocou-Lhe a barra do manto e recebeu os fluidos
curadores que lhe restituíram a saúde.
Dócil como um cordeiro, abraçou crianças, colocou-as em Seus
joelhos e lhes falou do Pai que está nos céus, que veste a erva do
campo e providencia alimento às aves cantantes.
Enérgico nos posicionamentos morais, usou da Sua voz para o discurso
da honra, defendendo o templo, a casa do Pai, dos que desejavam lesar
o povo já por si sofrido e humilhado.
Enalteceu os pequenos e na Sua grandeza, atentava para detalhes
mínimos.
Olhou para a figueira e convidou um cobrador de impostos a descer a
fim de estar com Ele mais estreitamente.
Acreditavam que Ele tomaria um trono terrestre e governaria por anos,
com justiça.
Ele preferiu penetrar os corações dos homens e viver na sua
intimidade, para que eles usufruíssem de paz e a tivessem em
abundância.
Seu nome é Jesus, o Amigo Divino que permanece de braços abertos,
declamando os versos do Seu poema de amor: /Vinde a mim, vós todos
que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.../
/ /
/Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais, do cap. 3 do
/
/livro /Quem é o Cristo?,/ pelo Espírito Francisco de Paula Vítor,
/
/psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter./
*/Disponível no CD Momento Espírita Especial de Natal, v. 15, ed.
Feb./*

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Prece

Definitivamente, Mestre, uma das conquistas mais difíceis no caminho do
auto-conhecimento é a de não confundir considerar o erro comoparte do
processo de amadurecimeto com ser conivente com eles. Enquanto continuo
nessa busca, ouso rogar, Senhor, que me dê forças para ser melhor a
cada dia, afim de que possa melhor servir os filhos que me confiaste.

Assim seja...

Jo, cansada, masprecisando escreer isto.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Melhor que papai-noel

Eu adoro presentear. É uma de minhas poucas virtudes. ANiversários,
chegadas, partidas, datas comemorativas - tudo é desculpa para dar
presentes. Também gosto de receber, mas confesso que nada se compara a
dar algo a alguém. Quando o presente tem algo de artesanal, então!... É
meu paraízo.
Também adoro o Natal. Por toda significação cristã. Por todos os
vôos da caridade - mesmo que em muitos casos seja impulso de uma noite
apenas, o gosto de fazer o bem pode ser aliciante para alguém..
Não tenho nada contra papai-noel, do mesmo jeito que respeito muito
o coelhinho da Páscoa. Mas no nosso dia-a-dia, eles são símbolos, nada
mais. Ocoelhinho simboliza a fertilidade e uma certa doçura; o
Papai-noel, o desprendimento e o carinho desinteressado. Mas o coelhinho
não deixa ovos aqui em casa, tampouco Papai-Noel nos visita com seu
trenó.
Descolorir a infância? Não acredito. Se na imaginação pode haver
doçura, "olhos de ver" também podem encontrá-la na realidade... Que não
desaparecerá quando a criança crescer e, simplesmente, descobrir que
"era mentira".
Acho o mito do Papai-Noel insubstancial. A realidade do Natal, das
pessoas se movendo em torno de objetivos mais sutis, muito mais
enternecedor e relacionado ao universo infantil.
No nosso primeiro natal com Estêvão mais velhinho, montamos a árvore
juntos, e ele ainda fez alguns enfeites quase sozinho. Adotamos um
garoto na creche e, juntos, compramos as coisinhas da cesta dele.
Estêvão nos ajudou a escolher as meias, a camisa e o brinquedo.
A caixa sobre o guarda-roupa, ele sabe que é seu presente de Natal.
Todos os dias olha para ela, curioso, e pergunta se o Natal já chegou.
Eu digo que ainda não, e então ficamos brincando juntos, com ele
tentando adivinhar o que teria lá dentro. Acho que pode ser que nos
divirtamos mais imaginando o que tem lá, que aproveitando o conteúdo.
Todas as noites ligamos o pisca da nossa arvorezinha inventada. Ele
adora ver as luzes piscarem, e muitas vezes, falo de Jesus para ele.
Digam o que disserem, Natal sempre me lembra o nascimento de Jesus e as
diretrizes que ele nos deixou. Acho que nos próximos anos poderei
fazer-lhe uma exposição mais detalhada, mas agora, o essencial é dizer
muito com poucas palavras: no Natal comemoramos o nascimento de Jesus,
porque ele ajudou a explicar o que é amor para as pessoas do mundo. Ahn,
o que é amor? Amor é... *pausa. Como flar de amor para uma criança de
dois anos e meio?* Amor é "nunca, nunca abandonar". Disso ele entende. E
enquanto ele mexe no presépio de cera, eu explico o que representa quem.
"Jesus nasceu junto com os bichinhos." Digo, mas não explico mais nada.
Por enquanto, acho que ele associa o Natal a uma caixa misteriosa
sobre o guarda-roupa, a comprar coisas boas para um menino que ele nunca
viu e a falar de Jesus sob as luzes de um pisca-pisca. Não é muito,
talvez, mas é bem melhor que papai-noel.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Só a reencarnação explica

Apenas para constar, Kevo não assiste nem tv aberta, nem qualquer filme
de violência.

- Essa casa minha agola é gande. Gande e nimpinha.
- É... Isso é bom, não é?
- É. Na ota casa, a dona me jogo fola. Assim, no nixo, bum! Eu
fiquei lá, sozinho, sozinho.
- Ah, é? E depois?
- Depois eu morri. Agola eu não to morrido, né, mamãe?
- Não, filho... Você tem um corpinho novo.
- É, eu tenho. Eu goto do meu coipo. E da minha casa. Essa mamãe
agola é boa. A ota mamãe não ela boazinha assim.
- Ah, não?
- Não.. A ota mamãe não gotava de mim. Essa mamãe gota de mim todo
dia.
- É, eu gosto sim, Kevo.
- Na ota casa tinha um amalo. Eu ficava dento do amaro. A minha
mamãe batia no eu, bum, bum, bum! Eu cholava mas ela batia no eu dinovo
e dinovo. Eu dizia: num faço dinovo não! Mas ela batia dinovo. Aí eu
morri.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Oração de paz

ORAÇÃO DE PAZ
Em tudo o que ames Deus te conduza. Com quem vivas Deus te aperfeiçoe. No que saibas, Deus te aproveite. Onde fales Deus
te inspire. No que faças
Deus te esclareça. Em tudo o que peças, Deus te dê o melhor. Espírito: EMMANUEL Médium: Francisco Cândido Xavier Livro:
"Busca e Acharás" - Edição IDEAL

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A vida na Terra

Um trecho interessante para fechar o dia...

Contentíssima porque achei uma mina. Oxalá tenha alguma pepita de ouro!

"Na fase evolutiva que nos é própria, vemos aqueles que possuem
a vida e os que são possuídos por ela.
Os primeiros aproveitam o dia, enriquecendo-se de valores
permanentes, no rumo das aquisições eternas.
Os segundos são aproveitados pelas forças que orientam as
horas, no jogo das circunstâncias fatais."
(Agostinho, livro "Doutrina e Aplicação")

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domingo, 16 de agosto de 2009

Espiritismo...

Há tempos não via uma mensagem que me parecesse mais sensata... Cai como
luva nos tempos que vivemos...

*********

O espiritismo...
Emmanuel

IRMÃOS, LEMBREMO-NOS SEMPRE
DE QUE O ESPIRITISMO
Visto, pode ser somente fenômeno;
ouvido, pode ser apenas consolação;
vitorioso, pode ser somente festividade;
estudado, pode ser apenas escola;
discutido, pode ser somente sectarismo;
interpretado, pode ser apenas teoria;
propagado, pode ser somente movimentação;
sistematizado, pode ser apenas filosofia;
observado, pode ser somente ciência;
meditado, pode ser apenas doutrina;
sentido, pode ser somente crença. Não nos esqueçamos, porém, de que
Espiritismo aplicado, é VIDA ETERNA com Eterna Libertação.

A codificação trouxe ao mundo uma chave generosa, cuja utilidade se
adapta a numerosas portas. Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos, o
caminho da aplicação:
TRABALHO,
SOLIDARIEDADE,
TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a
recordar. Vivei-a na fé consoladora. Espiritismo é Sol. Brilhai na sua Luz.
Livro "DOUTRINA E APLICAÇÃO" – ESPÍRITOS DIVERSOS –
PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

A agressividade do meu filho - conclusões

Depois que a reação aos remédios amenizou, a realidade voltou ao
que costumava ser: meu filho tem impulsos agressivos. Não são dos mais
horríveis, não são dos mais urgentes, não são dos mais tenebrosos, mas
são impulsos agressivos.
Para lidar com eles, depois de meses de reflexão e ponderações,
tomei algumas decisões que, creio, são interessantes:
1 - Como acredito em reencarnação, preciso considerar que pode ser a
primeira vez, em milênios, que ele tem contato com outro tipo de
educação. Muito bem, seja, a primeira vez em séculos, pode ser. Como
tal, eu preciso entender que ele não vai mudar hoje, nem amanhã,
independendo do método que eu use. Estamos falando de reorganização de
matrizes de conduta, algo que não se faz do dia para a noite.
Entrementes, é forçoso admitir que eu estou na fase perfeita para
inserir mudanças desse porte: a infância.

2 - Meus métodos de combater sua agressividade passarão,
obrigatoriamente, pelo respeito e pela temperança, mesmo que eu própria
precise me reformular para isso. Se eu quero que ele entenda que bater
não é legal, não posso nunca bater nele; se eu quero que ele entenda que
o respeito aos outros é bom, preciso lhe mostrar na própria pele como é
ser respeitado. Ele precisa sentir, com todos os meios ao seu alcance,
que existe, sim, outra forma de reagir e conviver com as pessoas.

3 - Ao respeitá-lo, porém, eu não vou me submeter a ele, faça ele o que
fizer. Respeitá-lo não significa levar beliscões e pontapés. Não
agredi-lo não significa deixar que ele me agrida; e se me impor não
inclui o agredir, tampouco incluirá permitir que ele o faça.
Quando ele for agressivo comigo e diálogo não resolver, vou dizer
simplesmente que nessa família não se faz assim, que ele se afaste e se
acalme, até que possamos conversar.


4 - Quando os episódios desagradáveis, quaisquer que sejam, ocorrerem em
presença de terceiros, pretendo, antes que tudo, retirá-lo da presença
dos demais, para depois conversar com ele. Eu não preciso criticá-lo com
platéia, por mais que ele esteja errado. De qualquer modo, a platéia
sempre pode interferir negativamente, como dizendo, por exemplo, que
"está tudo bem". Antes de mais nada, tentarei afastá-lo do foco de
tensão, para depois conversar o que precisar com ele.

Pretendo permanecer nessas posturas pelo tempo necessário para que ele
reformule sua forma de agir. Provavelmente levaremos anos nisso, mas é
no que acredito e é com m o que posso conviver.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

João do Cristo

João do Cristo
(Tarcízio Francisco)

Verbos de Versos


Aos que odeiam são a vida alvo ao amor em expansão
São tristezas alegrias que não resplandecem no turvar
Da vista que enganos que insistir em querer enxergar
No imediato o futuro que devemos semear
Ar que respiro, água pura que compõe o rio
Na imensidão do céu busco em teu coração
Francisco, João do Cristo
Amigo da Terra-Mãe, Francisco
Aos que agridem tua face oferece em troca o perdão
Dão ao mundo qualidades quem unir o Cristo ao coração
São carências de aprendizes que intentam a fé testificar
Ficar nas trevas não duvides que tua alma pode ir ao
Teu lado divino
Tua mente ampla como espelho limpo
Dar mais do que receber levo em teu coração
Francisco, João do Cristo
Morrendo para viver em Cristo
Venho no mundo para me reformar
Na alma, no meio e no amado Lar
De certo o tropeço é o que me dói mais
Mas me levantando ergo a casa do Pai
João do Cristo
Olha seu moço venho lhe pedir
Me dê sua pedra pra reconstruir
Na Terra o meu templo de oração
No homem o amor para evolução
João do Cristo
Olha Francisco na beira do mar
Amigo vento venha me levar
O que eu lhe disser para alguém escutar
Homem, ou peixe ou ave do ar
João do Cristo
Veja menino a beleza do pé
Ele caminha onde seu dono quer
Mas quem caminha para o Senhor
Pisa no espinho e lembra da flor


João do Cristo

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domingo, 12 de abril de 2009

Oh, Deus, livrai-me!

Oh, Deus
Livrai-me de pensar que meus problemas são o ápse do sofrimento na Terra
Livrai-me de lamuriar o fato das minhas dores não serem o epicentro do
Universo!
Livrai-me de blasfemar contra os companheiros de jornada porque eles não
entendem o que não digo;
livrai-me de desejar e esperar que eles adegem eternamente em minha
órbita!
Livrai-me de sentir que minhas atribuições são grandes demais!
Livrai-me de desejar o que não tenho e de menoscabar o que me é dado
graciosamente;
livrai-me de esperar retribuição e recompensa
Reconhecimento e gratidão
de ver nos outros mais suas falhas que suas tentativas
E de achar que tenho um rosário de razões.

Nessa Páscoa, oh, Pai
Em que recordamo-nos o martírio de seu filho bem-amado em prol do nosso
crescimento moral para ti
rogo-te, com toda humildade de que sou capaz
Que me permita ir até ao fim de minhas obrigações com dignidade e
desvelo
Com silêncio e compreensão
Vendo ao outro antes de ver a mim
E silenciando quando a compreensão me parecer impossível.
Protege-me e guia-me, senhor
Fortalecendo-me e amparando-me
Dando-me saúde e serenidade
Humildade e determinação
Para, ainda que só
Ainda que em outras partes,
Eu possa seguir sempre contigo.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Deu vontade de postar

Sei que foi gravada pelo Grupo Ame, mas não sei o nome nem o autor, por
isso não existe qualquer referência a essas informações. Se alguém por
aqui passar e mas puder fornecer, ficaria sensivelmente grata.

não se pode aprender
da noite para o dia
muito há para vencer
dureza e rebeldia
e no plano inferior
a luz a gente adia
transformando em grande dor
alma-irmã toda alegria

Por você roguei ao céu
por este lhe fui dado
meu destino uniu-se ao seu
nos passos do passado
sob as bênçãos do senhor
com amor acrescentado
você faz um ser melhor
alma-irmã de um ser malvado.

Você me representa
a aurora da esperança
qual anjo, qual criança
de todo mal isenta
Jesus assim me alcansa
me ergue e me alimenta

Minha grande pequenez
me trai a cada gesto
mas almenta vez à vez
o bem que hoje atesto
frontes brancas a impor
o tempo anda presto
seja a paz nosso pendor
alma-irmã num mundo infesto.

Nossas almas são afins
Pois gêmeas Deus não gera
São idênticas nos fins
de ser da nossa esfera
Dos menores ao maior
dos graus da vida vera
chegaremos ao amor
o primor da nossa espera.

Você
Com suavidade
é a luta que eu me imponho
o tom em que componho
nossa posteridade
um avanço no meu sonho
de amar a humanidade

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